quinta-feira, 11 de novembro de 2010



Em uma noite bêbada de verão , em que você procura acha um motivo para continuar com sua vida medíocre ,perversa de erros inúteis e pessoas fúteis que você não faz idéia porque insiste em existir..
Você pensa porque não mudar? Recomeçar? Mais ai você se dá conta que isso num passa de uma alucinação tola , vira-se para o outro lado da cama , fecha os olhos com força e força-se a dormir a espera de mais um dia em vão .

' Thalita Almeida Dias

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O que eu nunca vou esquecer .


Sempre á algo que lemos e jamais esqueceremos, passe quanto tempo passar .
No meu caso foi um trecho que uma HQ clássica , chamada , Batman – A Piada Mortal ,
do renomado escritor Alan Moore . Era algo mais ou menos assim :

# Lembrar ? Oh eu não faria isso! Lembrar é perigoso.. eu vejo o passado como um lugar cheio de ansiedade { o pretérito imperfeito como vocês diriam }

As memórias são traiçoeiras, num momento você esta perdido num carnaval de prazeres, com o aroma da infância e os néons da puberdade ... No outro, elas te levam a lugares onde a escuridão e o frio trazem coisas á tona que você gostaria de esquecer !

As memórias podem ser vis, repulsivas brutais .. Como crianças malvadas há há há .

Mais podemos viver sem elas ?
A razão se sustenta nelas . Não encaras as memórias é o mesmo que negar a razão !
Mais e daí ? Quem nos obriga a sermos racionais ?
– Não a clausulas de sanidade !

Assim quando você estiver dentro de um desagradável trem de recordações, seguindo pra lugares do seu passafo onde o riso é insuportável ... Lembre-se da loucura
- A loucura é a saída de emergência .

Coringa ( Batman – A Piada Mortal )



Jenniffer V . Alcântara

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Medo


Sempre me encontro fazendo a mesma pergunta a mim mesma .. - O que me da medo ? –
Nunca consigo responder a tal singela indagação. As vezes acho que tenho medo de escuro, parece que tudo de ruim se mistura e vai viver na escuridão, escuro de casa abandonada cheirando a saudades, o escuro de uma amor morrendo dia após dia , o escuro da lembrança de uma amizade esquecida .

Outras tantas vezes , penso ter medo, morfina misturada aos goles de whisk 12 anos que tomamos todos os dias antes de dormir para esquecermos de como é nossas vidas , passe , tenho medo de acordar em meio aos meus gritos de dor pela escassez de anestésico, que me trará de volta os gritos de dor que emanavam da minha alma a tempos atrás .

Porem sempre penso ter medo, de ver aquele ex namorado e sentir o coração bater mais forte do que deveria, medo de sentir falta de algo que só ele tinha, e que eu jamais encontrarei em qualquer outra pessoas, por mais que eu passe anos a buscar incessantemente .

Mais nada disso é capaz de me atormentar tanto quanto lembranças do que quer que seja , acho que as lembranças são algo ruim, num instante sentimos o aroma da infância, nos deslumbramos com os sabores da adolescência , e nos encantamos com os néons da puberdade. Para no momento seguinte nos depararmos com a escuridão da vida adulta .

- Lembranças são víns , cruéis , malvadas .

mais sem elas nos tornaríamos loucos , insanos , elas mantém a nossa mente firme e segura.
Mas quem nos obriga a sermos pessoas sãs ? Perdoe-me mais não a clausulas de sanidade na vida humana . Então creio que encontrei a saída para o meu medo , a LOUCURA é a saída de emergência, o ponto forte capaz de confrontar e ganhar das lembranças .

Mais todas as noites antes de tomar minha dose de anestésico me lembrarei do meu medo, mesmo tendo achado a cura para ele ..

- mais e você , qual é seu medo ?


Jenniffer V. Alcantara

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Não , Não eu não sei !




Não consigo defini , nem explica o que se passa.. tudo está tão inocentemente confuso.. Amor ? Ódio ? Saudade ? Vingança ?.
Milhares de rostos , de vozes , de cheiros , mais não consigo vê nada , ta tudo tão vazio..
Parece que tudo o que eu faço volta contra mim.. Confusa .. Confusa !
Entro em estaczy não consigo pensa .. tantas lembranças , tantas imagens , tanto amor .. todo misturado como num furacão .. o furacão da mente..
Um erro ? Talvez.. por não te ti amado na hora certa .. por não ter confiado em você quando você confio em mim.. Hoje eu sei que você é a peça chave do meu quebra cabeça.. sei que não posso volta e recupera o tempo perdido .. niguem pode .. talvez não tenha sido tempo perdido.. ou talvez tenha sido sim.. NÃO SEI !
Olha o que você fez comigo .. ! Amar tão agressivamente alguém que do meu lado não está.. Que do meu lado nunca esteve..como posso ama alguém tão invisível assim ? Seria amar em vão ??
NÃO , NÃO EU NÃO SEI !!
Não sei o que pensa , não sei o que sentir , não sei o que fazer.. eu só consigo fechar meus olhos e chorar , chorar docemente a dor da saudade .. ‘
Eu não agüento mais , isso está me matando , matando aos poucos , lentamente.. na verdade não sei se me matar é o que você realmente quer.. Me deixa louca talvez ? ou é só Vingança pura e raivosa vingança ?
NÃO , NÃO EU NÃO SEI !
Vejo um céu escuro , sinto que daqui para frente será só tempestades e tempestades .. Mas não importa eu só preciso saber se você vai está comigo.. pois VOCÊ é a única coisa que me importa .
PROMENTE QUE VAI SEGURAR MINHA MÃO E NUNCA MAIS SOLTARA-LA ?
' Thalita A. Dias

Ando escrevendo menos ...


sorrindo menos e quem sabe até mesmo vivendo menos.
- Confesso já ter ficado por horas sentada ao chão com caneta e papel nas mãos, vasculhando meu coração em busca de toda a emoção que me fazia escrever por horas e horas sem parar , mais tudo que encontrei foi um órgão frio e gelado, que apenas servia para bombear o sangue corrente pelas minhas veias, e mais nada !

Porém hoje, ao percorrer durante 2 horas um caminho que normalmente seria feito em 15 ou 20 minutos, fui acometida com uma sensação nostálgica que me fez sentir vontade da infância, saudades de ser livre, relembrei cada momento vivido quando eu era mais jovem, cada pessoa que eu conheci ao longo de minha infância e que me trouxe uma pequenina recordação .

Enquanto o vento gelado que me batia ao rosto, cortava meus pensamentos como um bisturi que corta os pulsos de alguém já cansado de viver . Fiquei pensando – quando somos crianças tudo que queremos é crescer , sermos livres , “donos do nosso próprio nariz” .
E então crescemos, mais descobrimos que éramos livres, quando criança, e agora somos prisioneiros do relógio, reféns de emoção, e tudo que queremos é voltar a ser criança, brincar de ciranda, rir do nada e por nada, brincar no quintal da casa de nossos avós como se o mundo todo sobrevivesse em apenas um único dia .

Me recordo de um certo dia estar no jardim da casa dos meus avós a brincar com algumas outras crianças, e de repente uma borboleta azul como o seu paira sobre minha cabeça, eu permaneço ali olhando-a hipnotizada , enquanto as outras crianças brincavam sem ligar para nada . E eu continuava abobada por todos aqueles tons de azul, que a borboleta exibia prepotente, como se soubesse que era linda.

Hoje anos depois, confesso me lembrar daquela borboleta quase todas as noites antes de dormir, como se o simples fato de me recordar dela acalma-se meu coração, como se uma simples borboleta tivesse o encanto, as respostas, os amores, as vontades, as magoas e as minhas saudades, dentro de suas delicadas asas anil. E lembrá-las faz exalar as poucos tudo que me fere , tudo que não é meu, e nem do meu coração .

Ah como eu queria volta a ser criança , para apenas fitar com o mesmo amor , aquela borboleta , meu pontinho azul de esperança . E ver emoção a pequenitude da imensidão

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dialogo .


– Com licença, senhor Coração?
– Eu mesmo, jovem. O que desejas?
Era inacreditável. Depois de tanto tempo, eu estava cara a cara com ele, o órgão mais importante de um ser vivo. Foram inúmeras tentativas, todas elas fracassadas. Mas finalmente, eu estava ali.
Modéstia à parte, fiz um bom trabalho driblando os seguranças.
– Nossa, é muito estranho estar aqui, tão perto do senhor.
Ele me olhou de cima a baixo, contendo certa incerteza em seu olhar.
– Por acaso o jovem não é nenhum terrorista, certo? Já tentaram me atacar uma vez, quase parei de exercer minha função.
Nunca imaginei ver o poderoso chefão com medo de… mim. Não sou inofensivo, confesso. Mas a minha aparência é tão boa e tão leve, não assusta ninguém. Vê–lo ali, prestes a me expulsar de seu canto, me fez sentir superior. Com todo o respeito.
– Medo? Senhor, não precisa ter medo. Não sou terrorista. Só gostaria de lhe pedir um favor.
– Então que seja rápido. Estou muito ocupado no momento, trabalhar sozinho não é nada fácil.
Era exatamente aquilo o que eu precisava ouvir para meu dia melhorar.
– Exatamente isso que eu gostaria de lhe perguntar. Eu sei que isso parece medonho, vindo de um estranho como eu. Eu posso trabalhar com o senhor?
Me lembro até hoje do temor que o senhor Coração sentiu. Até então calmo, ele começou a movimentar–se centenas de vezes mais, o que me fez sentir bem. Eu estava provocando sensações não só nele, como no ser humano o qual penetrei seu corpo.
Os tais movimentos eram as famosas “batidas”. O emprego do senhor Coração, que garante a vida do tal ser humano. Eu estava prestes a ferrar ou melhorar a sua vida.
Uau, eu ter esse poder dentro de alguém? Ferrar ou melhorar a vida? Eu sou muito importante mesmo.
– Eu sei exatamente o que você quer. Saia daqui.
As palavras, ditas tão friamente pelo Coração, me fizeram desistir por uma fração de segundo.
Apenas uma fração.
– Então o que eu quero?
– Mudar a vida da pessoa para qual eu trabalho. Isso não é nobre, não é correto.
É, ele sabia bem.

– Achei que o senhor concordasse comigo. Não vê que este ser humano está precisando de emoção? Não acha que, por bem ou por mal, isso não vai mudar sua forma de ver e de viver a vida? Por favor, senhor Coração. Eu sou o mais puro sentimento que nutre dentro de alguém. Somente o senhor pode colaborar comigo.
O vi suspirar e voltar ao normal. Quando pensei que ele fosse hesitar novamente, ele me fez uma ordem:
– Aproxime–se.
E lá fui eu, quebrando todas as barreiras que tinha enfrentado para estar ali. Eu o tinha convencido. A hora era aquela.
Novamente, as batidas aceleraram–se. Eu sabia exatamente o poder que estava tendo sobre ele e sobre o ser humano, prestes a cair em uma armadilha tão deliciosa como eu.
– Qual é seu nome, meu jovem?
– Amor.
Quando terminei de pronunciar a última sílaba, as batidas já eram frenéticas. Aquilo era, definitivamente, um “sim”.

Tanto que estou até hoje aqui, trabalhando junto com o senhor Coração. Nos damos muito bem, aliás.
Sobre o ser humano o qual invadi? Sim, sua vida mudou. Horas para pior, horas para melhor. Não me julgue, estou apenas exercendo a função que me foi dada: mudar a vida de alguém.

Jenniffer V. Alcantara

domingo, 22 de agosto de 2010

Um mundo sem você


Viver num local que você não existe, um mundo onde seu sorriso nunca foi real, onde seus abraços não existem..onde seu sorriso não me dá motivo pra viver. Onde seu cheiro não me deixa embriagada, onde seu toque não me deixa besta, onde sua voz não me acalma..Onde seu rosto não existe, onde seus olhos não me deixam totalmente sem ar..onde a vontade de te ter não aumenta a cada instante.

Viver sem você..será que é possível ? talvez se eu nunca tivesse te visto, se eu nunca tivesse ouvido sua voz..se eu nunca tivesse te abraçado, acho que seria mais fácil..pois agora, nesse momento, eu não me vejo num mundo onde você não exista..eu não me imagino sem você.

Michele Cristina